Dresscode corporativo

Postado em 08/05/2018
Carreira

Luta por igualdade de gênero e liberdade de expressão mudam o conceito de dresscode no ambiente profissional

O dresscode no trabalho está em questão. Até 2016 era certo afirmar que a roupa de trabalho é definida unicamente pelos princípios da empresa, sem levar em consideração a personalidade de cada funcionário.

Hoje, no entanto, as coisas não são mais vistas dessa forma, aponta Rita Heroína, Consultora de Imagem e Estilo. “As reivindicações femininas, as questões de gênero e a individualidade estão ajudando a revolucionar os princípios do dresscode nas empresas”.

Antes de comentar as mudanças, é importante saber: o que é dresscode? Dresscode é a expectativa em relação à vestimenta dos convidados em algum evento. É reconhecido e aceito no mundo todo e abrange desde o âmbito social ao profissional.

Toda essa reflexão mais intensa acerca do tema começou em dezembro de 2015, em New York, quando a Comissão de Direitos Humanos declarou que ficava proibido no município a exigência de dresscodes, modos de se apresentar, e uniformes que impusessem regras desiguais para homens e mulheres, baseando-se em sexo ou gênero.

Ou seja, caso fosse exigido dos homens o uso de gravatas, as mulheres também deveriam utilizá-las e vice-versa.

“Infelizmente, a maioria das exigências de código de vestimenta , são direcionadas às mulheres”, salienta Rita. Talvez, por isso, tem sido notável a quantidade de situações que colocam em cheque toda essa regulamentação.

E não foi apenas nos Estados Unidos que esse assunto foi discutido. Em maio de 2016, Nicola Thorp foi impedida de trabalhar como recepcionista temporária na numa empresa de Londres, simplesmente por se recusar a usar salto alto, como exigia o dresscode da empresa. Ela iniciou uma petição ao parlamento inglês que levava o título “Proíbam as empresas de exigir das mulheres o uso de salto alto no trabalho”. Com ajuda das mídias sociais, conseguiu mais de 100 mil assinaturas e sua reclamação foi aceita pelo poder público, forçando a empresa a retirar o item de sua lista.

É claro que o guarda roupa de trabalho não é igual ao guarda roupa de lazer, nem poderia ser. O bom senso ainda é o melhor termômetro para não exagerar na dose e passar uma imagem pouco profissional.

Na verdade, a roupa que usamos deve emitir exatamente a mensagem que queremos. Por exemplo, se um profissional da área de marketing quiser se destacar pela aparência, deve apostar em peças, cores e estampas que mostrem sua criatividade como característica principal. Assim como, uma juíza, uma advogada ou uma profissional do mercado financeiro, deve refletir em suas roupas, corte de cabelo e acessórios uma personalidade responsável, centrada.

Porém, de acordo com as mudanças que também devem chegar ao Brasil, agora os colaboradores poderão expressar mais livremente sua personalidade. E é exatamente aí que entra o trabalho de um Consultor de Imagem e Estilo. “Nosso trabalho é entender a personalidade de um cliente, auxiliar no processo de transição de carreira ou transição de cargo, destacar o que há de mais interessante e disfarçar ou mudar o que não o deixa satisfeito. Quanto mais nos conhecemos, melhor aparentamos”, explica Rita.

 


Joy Moretti

Idealizado pela jornalista Joy Moretti, o Radar Feminino é feito para as mulheres modernas, que estão atentas a tudo que está acontecendo ao seu redor, e querem se manter informadas sobre os mais diversos assuntos. É uma maneira de exaltar e homenagear as grandes guerreiras que fazem diferença em nosso país e no mundo diariamente. "Quando uma mulher empodera a outra, ela está reafirmando o seu próprio poder!"

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