O perigo dos cigarros eletrônicos

Postado em 31/05/2022
Lifestyle

Considerados “menos perigosos”, os vapes e pods provocam o mesmo dano à saúde

Em festas, na praia, nos bares, nos corredores da faculdade…hoje, é muito comum nos depararmos com pessoas (principalmente mais jovens) com um cigarro eletrônico na mão. E a variedade de “sabores e essências” torna esse mercado ainda mais atraente. Porém, o que a maioria desses jovens não sabem, é que o uso desses dispositivos eletrônicos é tão prejudicial quanto o consumo do cigarro convencional.

Segundo Denise Lopes, pneumologista do Sistema Hapvida, o cigarro eletrônico não é seguro e suas substâncias também podem causar enfisema pulmonar; tosse; irritação na garganta, nariz e olhos; dermatites e mutação celular com aparecimento de células cancerígenas em vários órgãos.

A especialista explica que esses dispositivos têm composições variadas como aromatizantes, aditivos, água, e podem conter ou não a nicotina. “A glicerina ou propilenoglicol, reconhecidos como solventes mais populares também estão presentes, e se decompõem quando expostos às altas temperaturas do cigarro eletrônico. Assim, eles formam compostos como formaldeído, acroleína e acetona, substâncias consideradas tóxicas para as células (citotóxicas), carcinogênicas, ou seja, que podem induzir o aparecimento de câncer e irritantes ao trato respiratório”, alerta. 

Recentemente a rapper e cantora norte-americana Doja Cat comunicou em suas redes sociais o cancelamento de seus próximos shows, após precisar realizar uma cirurgia nas amígdalas por causa de uso excessivo de cigarro eletrônico. “O doutor teve que cortar minha amígdala esquerda. Eu tinha um abcesso nela. Minha garganta inteira está f***, então talvez eu tenha algumas más notícias para vocês em breve” relatou a cantora. Doja Cat afirmou que a inflamação foi potencializada pelo uso excessivo de cigarro eletrônico que, segundo ela, é um vício.

O cigarro eletrônico ganhou muita popularidade entre os fumantes, com a falsa pretensão de que seria menos nocivo à saúde, por conter menor quantidade de nicotina. E que inclusive ajudaria a reduzir, e até mesmo acabar de vez, com o consumo dos cigarros normais. Mas isso tudo não passa de mito.

Segundo a cirurgiã dentista e especialista em halitose Dra. Bruna Conde, além de prejudicial à saúde, existe uma série de riscos e danos que o famoso “vape” pode causar na boca e nos dentes. O cigarro eletrônico interfere, por exemplo, nas substâncias presentes na cavidade bucal, podendo causar inflamação nas gengivas. “Se ilude quem acha que o cigarro não faz tanto mal. Na verdade os malefícios do cigarro eletrônico são os mesmos comparados aos do cigarro tradicional, fora os problemas que o uso do vape pode trazer para os dentes” argumenta a cirurgiã dentista.

E para as pessoas que utilizam o cigarro eletrônico com a desculpa de que estão tentando parar de fumar gradativamente, é importante informar que a melhor maneira de diminuir os malefícios causados pelos cigarros é abandonar o hábito. Para isso, é preciso buscar informações, praticar atividade física regularmente, aumentar o consumo de água e iniciar terapias que funcionem com aconselhamentos e acompanhamentos. “Procure o médico sempre que perceber que precisa de ajuda para aderir todos esses passos. Quem quer parar com o tabagismo pode contar com políticas públicas, como os grupos de atendimento multiprofissional promovidos pelo SUS”, finaliza. 


Joy Moretti

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