"Casei cedo, aos 19 anos, e ele tinha 21. Eu achei que tinha encontrado a família mais "propaganda de margarina" da vida. Sempre fui a super esposa, tinha uma vida aparentemente muito boa financeiramente. Sempre fui dedicada, leal e adorava minha vida com meus filhos. Mas ele sempre foi egoísta, só pensava nele! Mesmo assim, eu me desdobrava para que meus filhos não pulassem etapas da vida. Eles sempre tiveram uma educação muito boa, no sentido de eu passar valores, ensinar a serem pessoas do bem, mesmo tendo regalias.
Com o tempo, descobri que a família não era toda essa "margarina". Os anos foram passando e enfrentei cada coisa que só Deus sabe. Foram 24 anos de casamento até que decidi me separar. Eu e meus filhos continuamos na luta, todos trabalhando. Continuei morando no nosso apartamento, mas, claro, com a intenção de vender para dividirmos. Enquanto isso, ele sempre fazendo uma besteira atrás da outra. Casou com outra mulher e teve um filho — claro, ela tinha quase a metade da idade dele. Até boa ex-esposa eu era.
Ele foi aprimorando as cagadas, até chegar o dia em que perdemos tudo! Para piorar, ele se matou, deixando eu e meus filhos com mais de 5 milhões em dívidas. Acordamos de manhã sendo expulsos do nosso apartamento por um agiota, pois ele tinha passado tudo para o nome dele.
Perdemos também nossa casa de praia, que eu já vinha alugando há anos para ajudar nas nossas despesas. Começamos, eu e meus três filhos, do zero. Até nossos carros nós vendemos. Olha, não estou te contando nem a metade da missa do que eu e meus filhos passamos em todos esses anos.
Dois anos após me separar, reencontrei um ex-namorado. Começamos a namorar e ficamos juntos por 8 anos. Foi tudo muito bom, ele é uma pessoa boa, honesta e de uma família muito legal. Só que ele é alcoólatra. Como eu estava tentando resolver tudo aquilo que meu ex-marido fez, não tive estrutura para levar o namoro adiante. Bom, desmanchei o namoro.
Nesse ínterim, fui a uma festa de reencontro de amigos da praia da época em que eu era adolescente. Vou resumir, mas meus dias são bem difíceis hoje. Eu, uma mulher corajosa, pau para toda obra, que sempre fez praticamente tudo sozinha, hoje me encontro com síndrome do pânico e uma ansiedade imensa, tentando sobreviver. Estou resumindo, sem contar os detalhes.
Reencontrei um amigo nessa festa e, desde então, ele começou a dar em cima de mim. Até aí tudo bem. Quando eu me interessei, veio a notícia de que ele tem namorada. Ele tem 67 anos e eu 62. Resumindo: me apaixonei, e sim, de verdade. Aí, com medo de sofrer mais do que já estava sofrendo com meus inúmeros problemas, cedi. Estou com ele há 8 anos e não consigo dizer BASTA. Logo eu, uma mulher tão decidida. Isso me faz muito mal, mas tenho medo de ficar bem pior sem as migalhas dele. Resumi tudo muito!"